sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Conferência

20 de Novembro de 2009 na FLUP

Conferencia a propósito dos 20 anos da "Convenção dos Direitos da Criança" adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas

16h00-17h00 – Lançamento da obra “Crianças Ocupadas” (de Maria José Araújo)
Comentários ao livro por João Teixeira Lopes

17h00-18h30 - Conferência: "Direito a falar... com o dedo no ar"
Maria José Araújo
João Teixeira Lopes

Local : Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Anfiteatro 1)Via Panorâmica, s/n, 4150-564 Porto http://www.letras.up.pt/
Organização: Instituto de Sociologia

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Bom Trabalho para a F.C.T.


Desejo que a vossa Formação em Contexto de trabalho, seja como a história da «Alice no País das maravilhas»..

A prof. Dina

quarta-feira, 26 de Março de 2008

Que saudades, que eu já tinha da minha avózinha...

«A escola tem de deixar de trabalhar só na dimensão curricular, mas trabalhar também noutra direcção… a escola que concebo e idealizo (…) funciona como uma autêntica comunidade social».
Excerto de uma entrevista a professores realizada por Stephen Stoer
Foi sem dúvida alguma, o que aconteceu ontem, dia 25 de Março de 2008,
( permita-me este desabafo Professora Maria José) na Sta Casa da Misericórdia de Vagos. Um grupo de alunos da EPADRV – Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos, participou num atelier dedicado à 3ª idade /Novas Tecnologias.
A expectativa era grande e de alguma forma receosa, no entanto, comentários como: «Isto é um gira – discos»; «isto funciona a pilhas?», «no meu tempo senhora professora, no dia que fui à escola, um único dia apenas!, apanhei porrada desde a escola até casa.»
Três simples comentários que dariam muito para reflectir. O objectivo foi cumprido, os alunos envolveram-se de forma espantosa, uns mais tímidos que outros, no entanto todos fizeram animação. A EPADRV em tempo de pausa lectiva envolveu-se na comunidade.
Dina Ribau Teixeira

quinta-feira, 20 de Março de 2008

Animação competitiva… Ups, COOPERATIVA!

Deve existir uma razão pela qual os Animadores Socioculturais não se unem mais neste país.

Sempre me pareceu que a relevância de algumas vaidades pessoais, próprias de quem tem veia artística ou criativa, tendem a ofuscar a humildade necessária a esta profissão.

Na verdade, para que um trabalho de grupo seja levado a cabo com sucesso, há que colocar de parte a necessidade de “brilhar” individualmente, para que o grupo evolua naturalmente.

Isso não significa que o papel de cada elemento não seja diferenciado e que alguns não tenham que assumir, nalguns momentos, funções de destaque. Contudo, o fascínio pela libertação de carisma, não deve inibir o Animador de ser realista e de cooperar de forma solidária.

Mas como demonstrar isso a alunos quando os próprios professores não são capazes de fazer algo aparentemente tão simples para um profissional adulto. Nas escolas é raro encontrar-se cooperação entre as diversas disciplinas e os que a conseguem são depressa rotulados ou desprezados pelo restante corpo docente.

Recentemente, tive mais uma mostra da dificuldade de trabalhar em equipa, mesmo na área da Animação. Estive numa reunião de responsáveis pelos cursos profissionais de Animador Sociocultural e assisti a uma feira de vaidades, pouco construtiva para o debate em questão.

Resultado: pouco rendimento, mas muita “lábia”.

Enquanto cada um discutia o número de máquinas de costura que possuía ou o comprimento das armas de época que usara na última feira medieval, o assunto que nos levava a reunir ficava pendente.

Consequência: não se apresentam os problemas dos cursos, não se melhoram estratégias, não se contribui para uma formação mais ajustada dos jovens animadores.

Moral que deixamos aos nossos formandos: façam o que dizemos e não o que fazemos!


Dar provas de Animação

As Formações em Contexto de Trabalho e as Provas de Aptidão Profissional são duas das componentes mais relevantes na formação de Animadores Socioculturais de nível III.

Nestes momentos os alunos contactam activamente com instituições da comunidade escolar em que se inserem e colocam em prática os conhecimentos e competências adquiridos em contexto de sala de aula.

Em ambas as situações os jovens devem diagnosticar “necessidades”, propor soluções implementáveis e avaliar a acção, ou seja, devem aplicar a metodologia própria de um projecto de intervenção sociocultural de forma sistémica e integrada na realidade institucional seleccionada e adequada a um público-alvo específico.

Esta experiência tem vindo a demonstrar ser extremamente importante do ponto de vista dos valores quer pessoais, quer deontológicos dos estudantes, fazendo-os encarar definitivamente a Animação Sociocultural como uma metodologia de acção concretizável, que ultrapassa largamente fundamentos teóricos antropológicos, sociológicos e pedagógicos.

Por outro lado, a escola e a comunidade estreitam laços, há um maior reconhecimento da profissão do Animador e da sua formação técnico-profissionalizante.

É, também, neste trabalho de parceria e de rede que se baseia a Animação Sociocultural e esta é, indubitavelmente, mais uma das formas de sustentarmos o ensino e a formação nesta área.

Intercâmbios – momentos de animação e formação

Uma das estratégias que podem ser utilizadas para incentivar os jovens estudantes de Animação Sociocultural a explorarem as diferenças culturais existentes e compreenderem a sua importância são os intercâmbios juvenis.

Os jovens devem ser envolvidos em todo o processo pois ao perceberem as dificuldades que surgem nesta organização, aplicam conhecimentos e competências do âmbito da sua formação académica e valorizam os resultados a um nível mais sustentado.

Aconselhamos a que durante a escolha do tema, do grupo de intercâmbio, do programa de actividades, a sua dinamização e avaliação final os jovens animadores devem constituir parte activa e responsável.

Terminamos agora a primeira fase do intercâmbio deste ano, intitulado a “Animação Sociocultural e a Cidadania” que envolve duas turmas de estudantes do curso profissional de Animador Sociocultural, um de Vila Nova de Gaia e outro de Mértola. Recentemente, o grupo de Gaia acolheu os visitantes alentejanos e durante quatro dias, divididos entre dinâmicas de grupo, visitas ao património local, actividades de reflexão e convívio livre, procurou mostrar algumas das suas características socioculturais e reflectir sobre o papel da educação para a cidadania e da importância da diferença na sociedade actual.

Espera-nos agora a visita a Mértola que será realizada em Maio. Os jovens estão entusiasmados para a continuação da actividade e têm trabalhado arduamente no sentido do seu sucesso. Vejamos o que lhes e nos reserva o futuro!

CENTA – espaço de animação e formação

Quem tiver a oportunidade de levar um grupo de estudantes de Animação Sociocultural ao CENTA, Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas, não hesite.


Neste recanto de ruralidade, na Quinta da Tapada da Tojeira, em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, estes jovens podem contactar com projectos de educação artística e intervenção comunitária, na verdadeira acepção da palavra. O cenário é idílico, as condições técnicas invejáveis e o espaço funciona como uma residência artística e de formação.

Os jovens, para além de interagirem com técnicos de animação/educação artística e gestão cultural especializados, percebem, in loco, as consequências do êxodo rural e a importância do desenvolvimento local e da intervenção de um animador neste âmbito.

Entre ateliers e intervenções artísticas plásticas e performativas comunitárias é possível compreender porque é que, embora esta opinião seja no mínimo suspeita, ser animador é de facto a melhor profissão do mundo.

Envolvendo o jovem na aprendizagem da Animação

Quando falamos da formação de animadores socioculturais devemos falar também de cidadania activa e de participação comunitária. É por isso tão importante que nas escolas onde estes jovens são formados existam espaços para a sua participação na organização e dinamização de projectos e eventos socioculturais. É pelo exemplo, pelo incentivo à liderança e responsabilização, que estes animadores vivenciam e aprendem para a vida.

Alguns dos exemplos aparentemente mais regulares são as habituais comemorações e festividades de cada escola como o São Martinho ou o Natal. Os alunos devem ser incentivados a ultrapassarem a barreira de público-espectador de cada um destes momentos. Trata-se de promover uma aprendizagem activa, participativa, cooperativa e construtiva.

Quando os jovens são envolvidos nesta dinamização compreendem, na prática, o quanto envolve a gestão de “pequenos” projectos, levados a cabo com parcos recursos e perante a crítica feroz de jovens, público muitíssimo difícil de agradar.

Têm sido nestas experiências anuais que muitos dos nossos alunos e jovens animadores se têm estreado e percebido, junto dos seus pares, que as dinâmicas socioculturais são da responsabilidade de todos nós e que um futuro animador também é responsável pela qualidade da sua formação.

segunda-feira, 17 de Março de 2008

Brockwood- park, Uma escola diferente

"The young are inheriting a complex world. It is a world in which rapid technological progress goes hand-in-hand with environmental, social, economic, and political crises. Must the young take the world as it is, accepting an education that enables them to 'fit in' to society, or can they learn to question deeply what they see and respond creatively out of a sense of personal integrity that enables them to meet whatever life may bring?
At Brockwood Park School we are committed to educating young people to meet life as a whole. Academic excellence is absolutely necessary, but equal importance is given to an ongoing inquiry into the way we live our daily lives. Many of the difficulties in today's world are the outcome of attitudes and beliefs that education for our times needs to examine.
In the secure and friendly surroundings of Brockwood Park, students are encouraged to reflect on their own thoughts, feelings and actions and on those of others. Brockwood offers a setting where students and staff can learn to live and work together harmoniously and intelligently. This process is liberating, for with growth in awareness and understanding of our behaviour, we can discover the immense potential of life and our possibility of living it to the full."

in
http://www.brockwood.org.uk/
http://www.brockwood.org.uk/translations/leaflet_portuguese.pdf

segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

Especialização em Animação e Mediação Cultural

Campo de análise: Escola Secundária de Barcelos

Projecto de intervenção: “Uma Escola, um Leitura, uma Animação”

Enquadramento teórico:

a) Os cursos profissionais nas Escolas Secundárias

b) O papel da Animação Sociocultural na Educação

“A Animação Sociocultural, na sua relação com o sistema educativo, tenderá a promover os princípios da democracia social e política, reduzindo as desigualdades de mérito escolar, aprofundando os espaços de liberdade e formando para a cidadania, constituindo, assim, uma educação para o Desenvolvimento” (J. T. Lopes, 1993:77).

Este projecto tem como população alvo os estudantes do Curso Profissional de Animação Sociocultural.

A selecção deste contexto educativo não foi arbitrária, antes derivou da consideração dos percursos actuais da educação, e a escolha desta escola deveu-se ao facto de eu leccionar e direccionar o respectivo curso.

Este trabalho pretende fomentar a divulgação da Escola, a reabilitação da Biblioteca Escolar, a partir das actividades de animação que poderão ser desenvolvidas pelos alunos deste curso.

Por favor, apresentem sugestões...

domingo, 27 de Janeiro de 2008

A Animação está em todo o lado


As crianças da catequese da Paróquia de S. Bartolomeu de Fontiscos em Santo Tirso, este Natal foram convidadas a construir o seu próprio presépio com a ajuda da família. Durante 4 semanas os presépios foram ganhando forma e cada miúdo deu asas à sua imaginação, recorrendo aos mais variados materiais. No dia de Natal foi com muita alegria que todos deixaram o seu trabalho em exposição no altar da Igreja.
Iniciativas como esta servem para transformar a época natalícia num momento de criatividade e simbolismo que muitas vezes é renegado para segundo plano. É pena que o Natal não se prolongue por mais tempo!











quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Festa de Natal no Centro Social de Soutelo


'As formandas do curso de Técnicas Aplicadas aos Serviços Pessoais e Apoio à Comunidade realizaram no passado dia 18 de Dezembro uma peça de Teatro no centro social de Soutelo para animar o Natal dos idosos que frequentam este centro de dia.
A peça, intitulada “Os sapatos de Clara”, trata uma família “simples em véspera de Natal”. As personagens principais, a avó e a neta, conversam ao longo da peça, sobre as recordações da sua vida e do seu romance com o falecido marido. Assim são retratadas as festas e os bailes que caracterizaram os anos 20, bem como todo o processo de emancipação da mulher. A peça incluía declamação de três poemas e duas danças, um tango e um charleston. No final da peça uma das formandas, vestida de pai Natal entregou lembranças feitas por todas as formandas aos idosos que os receberam com muita entusiasmo e satisfação. Poesia, dança e teatro numa tentativa de alegrar o Natal dos mais velhos.
Testemunhos:
“ Foi fixe, nunca tinha feito uma peça de teatro…Dancei o tango, o charleston e participei na manifestação das sufragistas. Com esta peça aprendi a não ter vergonha, aprendi a dançar, e aprendi sobre a história da revolução das mulheres. Podia repetir.” (Joana Pinto)
“ Foi diferente porque nunca tinha participado numa peça de teatro. Gostei de fazer tudo: a dança, a manifestação e de pai Natal. Achei mais difícil a dança, mas ultrapassei as dificuldades, pois no dia não me enganei.” (Mónica Azevedo)
“ Foi a primeira vez que fiz uma peça de teatro. Acho que a maior dificuldade que tive foi estar em frente a toda a gente e fazer o papel de revoltada, como as mulheres se sentiam antigamente e ter de pôr para o lado a timidez. O que achei mais engraçado foi as roupas, uma vez que nós elaboramos algumas das roupas.” (Neuza Moreira)
“ Foi a primeira vez que fiz teatro, gostei e voltava a repetir. Achei mais difícil a interpretação do poema mas com a ajuda da formadora e das formandas atingi o objectivo pretendido. Gostei da dança e de declamar Fernando Pessoa.” (Cristina Santos)
“ Foi muito divertido, gostei! No início foi difícil decorar o texto e interpretar o papel de mãe, por vezes agressiva, o que não tem nada a ver comigo. Voltaria a repetir a experiência.” (Cátia Moreira) '
(trabalho realizado pelas minhas formandas)

terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Relatório da OCDE

O que o Ministério da Educação sabe mas esconde, de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham dia a dia para dar um futuro melhor aos filhos dos outros.·
Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE. Em...http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro não é assim. É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países) , com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxamburgueses, checos, islandeses e noruegueses! No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários! Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.
E isto, o M.E. não manda publicar... Nós divulgamos aqui e passamos ao maior número de pessoas possível, para que se divulgue e publique a verdade.

segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Já foi, mas aqui fica o testemunho: Confissões de Adolescente



Na Junta de Freguesia da Senhora da Hora"Confissões de Adolescente" - uma reflexão intimista"Confissões de Adolescente" é a primeira produção teatral da THEIA, uma Associação Teatral recentemente criada na Freguesia da Senhora da Hora, com o apoio da Junta.O espectáculo, com texto da actriz brasileira Maria Mariana e encenação de Sofia Leal e Lígia Vital, conta com a participação de cinco adolescentes, com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos, e relata os diálogos comuns aos jovens: o primeiro beijo, o primeiro amor, o aborto, a morte...Na quarta-feira da passada semana, o JM foi assistir a uma das representações nas instalações da autarquia e confirmou que o teatro também se faz de jovens actores, amadores ou não, com mensagens que, inevitavelmente, passaram para a audiência, quase na dua maioria de jovens adolescentes."Sou adolescente demais, gorda demais, boa demais, dependente demais, sedutora demais, complicada demais, abstracta demais, absurdade demais...", foi uma das frases da noite que fez sorrir, talvez com sorriso cúmplices e afirmativos, o público.Os temas forma abordados de forma, ora ligeira, ora dramática, como se impõe, já que as idades retratadas rondam o período em que tudo é "tudo ou nada", todos os momentos arrebatadores e apaixonados."Amigas da minha vida, tenho 16 ano e tantos amores em poster de parede que quando chegar aos 18, já não tenho espaço", disse uma das meninas, lembrando questões como a perda da virgindade, a primeira saída à noite, os amores platónicos, as paixões marcantes de adolescente.Drogas, sexo, gravidez, contacto com a morte, a noite, na Junta, fez-se de reflexões sobre vários tópicos - o cenário, colorido, era convidativo, a música, a condizer com os momentos, as deslocações em palco, subtis, e a interacção com a audiência conseguida num ambiente intimista de sátira *as conversas de adolescente."A THEIA surge assim como uma nova aposta na cultura desta Freguesia, incentivando os senhorenses ao bom hábito do teatro", disse um dos membros da organização, acrescentando que no total de dias em que a peça esteve em palo, mais de 200 pessoas assistiram ao espectáculo.

in Jornal de Matosinhos

15 de Junho de 2007PT

segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

"Se esta escola fosse minha"


"Se esta escola fosse minha..." foi o mote que dei aos alunos que acompanho no ATL onde trabalho para que escrevessem sobre a sua escola. Todos eles frequentam escolas do Porto. Apresento os textos que escreveram..

Se esta escola fosse minha...


1. "Escolhia mais professores melhores, pra os meninos que têm dificuldades.

Metia seguranças na escola para não haver problemas.

Metia treinadores.

gosto mais ou menos da escola. É que a escola é rebelde.

Eu comprava lavatórios e sanitas e pintadas porque os quartos de banho cheiram mal e têm desenhos e tão caídas de podres.

pintava a escola toda.

modificava a escola. metia um ginásio.

(aluno do 5º ano)


2. "...Mandava construir um pavilhão, para as aulas de educação física. Punha portas em algumas casas de banho que já não tem. Mandava arranjar um porteiro para estar lá, para revistar os alunos, e se viam se os alunos mais velhos traziam coisas menos apropriadas...nas aulas quando houvessem furos ter sempre professores disponíveis. Algumas actividades durante a semana."

(aluna do 5º ano)


3. "...Mandava construir um ginásio para quando chover.

Mandava formar duas filas para a cantina da escola.

Contratava mais uma senhora para ajudar a senhora da papelaria e as senhoras do bar da escola.

Mandava por aquecimento central.

Nas aulas de estudo acompanhado mandava darem mais aulas sem ser só Matemática.

Haver 2 quadros nas salas de aulas.

Limpar todos os dias a escola.

Punha mais tempo para os alunos almoçarem descansados.

Os dois intervalos deveriam ser de 20 minutos. "

(aluna do 5º ano)


4. "Mudava os professores por uns que ensinassem e tornassem as aulas divertidas.

Mudava o recreio para que as pessoas pudessem ter educação física e brincar sem se magoarem.

Mudava a biblioteca para ser mais fácil a pesquisa.

Mandava retocar os horários e punha só duas horas de tarde e manhã para os alunos ficassem a gostar mais da escola. Mudava a cantina para os alunos não estarem tanto tempo à espera.

Tornava a escola a escola do futuro.

Tornava a escola mais quente para não haver hipóteses de gripe.

Mudava a comida da cantina.e aumentava o conforto.

e proibia fumar. "

(aluno do 7º ano)


5. "...pintava todas as paredes de fora, os corredores.

Fazia uma limpeza na escola e quem sujasse ia limpar com um esponja com água e sabão.

Ia arranjar o campo de futebol: as redes das balizas e dos cestos. Ia por tinta nos postes.

Ia contratar dois guardas. Para entrar na escola é preciso ter um cartão de identificação.

Ia fazer um pavilhão - ginásio ao lado da escola.

Ia mudar de patrocinio da comida.

Contratava novas cozinheiras melhores.

Punha camaras nas aulas.

Criava novas actividades para os alunos divertiremsse.

Também criava um site escolar para os alunos e encarregados de educaçã ver as notas, para estes não se deslocarem à escola.

Organizava mais visitas de estudo. Aumentava a biblioteca e punha mais livros para lerem.

Os alunos com mais dificuldades iam para explicadores numa sala propria a todas as disciplinas.

Os que portassem mal iam descascar batatas.

Construi laboratórios para as disciplinas F.Q e C.N. só se os professores precisassem.

Contruia um mini-hospital para os aleijadinhos."

(aluno do 7º ao)


6. "...melhorava muito a alimentação, mandava construir um pavilhão polivalente, baixava o preço das senhas do almoço, remodelava as casas de banho, fazia mais actividades, diminuia o tempo de aulas, contratava um guarda a tempo inteiro, aumentava o número de computadores na biblioteca, criava um site na internet onde no fim de casa período se podia ver as notas sem os alunos se terem que deslocar à escola e criava salas para os alunos nos tempos livres estudarem"

(Aluno do 7ºano)


7. "..eu começava por rever os métodos de ensino e mudava as actividades para fazer nas aulas de substituição. Arranjava as casas-de-banho e pintava a escola.Contratava mais um guarda para guardar as portas mais inseguras. Construiria um pavilhão e abriria cursos para quem quisesse aprender mais, ou tivesse de vir. Comprava novo material escolar e renovava o existente. Aumentava o número de produtos no "buffet" e melhorava a comida na cantina. Criava uma base de dados e dava cartões eletrónicos para os alunos entrarem. Comprava novos computadores portateis e metia internet "wireless" em todas as salas. Abria um site escolar onde se punha as notas e informações (ano, turma, etc...) de cada aluno. Criava actividades para os tempos livres (ex: torneios, corridas, etc...), metia mais computadores na biblioteca. Melhorava e criava laboratórios para F.Q. e C.N. Criava uma enfermaria, com os 1º socorros e remédios. Seria mais interventivo nas políticas escolares."

(aluno do 7º ano)


8. "É uma escola bonita e com boa frequência.

Há coisas que a escola podia mudar, e para melhor (ex: balneários)

Tem bons e boas professores(as) e o ensino é óptimo. As aulas são suficientes para aprender o que é preciso. Seu fosse dona da minha escola eu fazia poucas, mas importantes alterações:



  • mudificava a hora do começo das aulas de manhã.


  • os balneários exteriores eram renovados.


  • fazia uma piscina interior.

Apesar destas alterações gosto da minha escola e fiz bem em mudar para lá."


(Aluna do 7º ano)


9. "...em 1º lugar melhorava a alimentação da cantina e do bar, depois melhorava a segurança da escola contratando mais funcionários. Quanto à forma da higiene melhorava todas as casas de banho, bebedouros e balneários, mas no entanto melhorava as nossas salas de aula, metia quadros eletrónicos e melhorava o ginásio, campos de futebol e basket. Também melhorava a biblioteca e o Museu da Ciência. Mudava tudo isto só porque me sinto mal au ver uma escola tão grande com uma biblioteca e um museu tão incompleto. já vi melhores"


(aluno do 10º ano)

sábado, 5 de Janeiro de 2008

Animação Sócio-educativa - "Cantar os Reis"

"O espaço educativo, no seu sentido mais amplo, e as interacções que nele se desenrolam, como fundamentais para o processo de desenvolvimento global dos indivíduos, grupos e comunidades, considera-se a área sócio-educativa como uma área privilegiada para a intervenção do Animador."
É neste contexto que os Animadores, que diariamente foram os futuros técnicos, intervêm. É importante proporcionar aos nossos alunos uma prática profissional ajustada a uma pedagogia de participação social.
Neste sentido nada melhor que aproveitar a época dos reis para sair do contexto sala de aula para levar um pouco de animo e alegria a espaços orpimidos por sofrimento, fruto da diferença. É por isso que faço questão de no próximo dia 7 de Janeiro "Cantar os Reis" aos que mais precisam...

sábado, 29 de Dezembro de 2007

Congresso Internacional de Animação Sociocultural

No próximo mês de Abril realizar-se-á em Ponte de Lima um Congresso de Animação Sociocultural, subordinado ao tema "Novos Desafios do século XXI".
Consultei na página da APDASC o programa provisório e, embora tenha poucos painéis que abordem este tema directamente, poderá ser interessante.
Mais uma vez, a questão do estatuto estará em discussão, da qual todos esperamos que saiam conclusões.
Na minha opinião pessoal, os congressos de Animação em Portugal têm empolado, sempre, muitas das nossas expectativas e demonstrado poucos resultados práticos.
Parece-me que os mesmos discursos são feitos, pelas mesmas pessoas.
É impossível que, volvidos alguns anos desde o último congresso organizado pela ANASC, não existam novos teóricos e pensadores da Animação Sociocultural.
Encontramo-nos lá, para reflectir sobre tudo isto.

terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

BREVE REFERÊNCIA HISTÓRICA DA ANIMAÇÃO EM PORTUGAL

Considerada como método de intervenção a Animação surge no século passado, na década de 60, sendo proveniente de países francófonos.
Cronologicamente demarcada por estados de mudanças, nomeadamente a nível político, apenas se institucionaliza no nosso país com o 25 de Abril, altura em que se inicia na história da ASC, uma série de fases de desenvolvimento da comunidade em Portugal.
Com o 25 de Abril e entre os anos de 1974/1976, assistimos à fase revolucionária da ASC. Os governos provisórios (seis) neste período histórico em Portugal, juntamente com o Movimento das Forças Armadas, assumiram a ASC como um método eficaz de intervenção comunitária. Nessa altura, existiram verdadeiras práticas de Animação e mobilização de massas, no sentido de envolver a comunidade na resolução de determinadas lacuna e carências que se faziam sentir a nível cultural, social, da educação, habitação, económico e da saúde. Foram feitas diversas campanhas de dinamização cultural e criou-se a Comissão Interministerial para a Animação Sociocultural (CIASC), considerada como um exemplo de referência.
Entre os anos de 1977/1980, a ASC atravessa a segunda fase, denominada por fase Constitucionalista da Animação. Neste período toda a acção da ASC passou a ser dirigida pelas instituições, constituindo-se assim, o centro da intervenção. Na década de 80, a Animação caracteriza-se pelo abandono gradual desse centralismo institucional, sendo o Estado promotor da ASC e da formação de Animadores, numa perspectiva controladora.
A fase Patrimonialista emergiu entre 1981 e 1985, e caracteriza-se pela importância de uma intervenção, especificamente centrada na preservação e recuperação do património cultural.
Entre os anos de 1986/90, a ASC foi afectada por inúmeras indefinições do Estado, no que respeita ao seu reconhecimento oficial, questionando-se até, a relevância social da Animação. Como consequência a estas interrogações, a ASC deixou de ser apoiada pelo governo central, passando a ser assumida pelo poder local.
De 1991 a 1995, surge a fase Multicultural e Intercultural, com a intenção de valorizar a acção educadora do multiculturalismo, afim de um reconhecimento no espaço educativo formal. Assim, surgiram grandes apostas ao nível da formação de animadores, tanto nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa – PALOP, como no âmbito nacional com o aparecimento de Cursos Técnico – profissionais na área da Animação. A ASC era então considerada como um reforço de desenvolvimento local e dinamização intercultural, impulsionadora de projectos culturais e para a juventude.
A partir de 1996, a ASC caracteriza-se pela fase da Globalização e é assumida como meio de dinamização e como espaço de valorização social e pessoal. É também nesta fase que a ASC reforça a sua ligação ao desenvolvimento local, sendo reconhecida social e institucionalmente.

Baseado no livro “Animação Sociocultural em Portugal” de Marcelino de Sousa Lopes, 2006.

EDUCAÇÃO PELA ARTE

A Educação pela Arte é um instrumento que permite através das expressões artísticas, fazer uma integração interdisciplinar na formação da pessoa, tentando “despertar” novas formas de relação e comunicação consigo própria e com o outro.

As Técnicas de Animação de Grupos e as Expressões Artísticas, permitem desenvolver acções segundo as quais o grupo se (des) envolve emocionalmente em relações de confiança e tolerância, diminuindo eventuais situações de agressividade e conflito grupal, promovendo a comunicação.

A Expressão Artística é a manifestação de um ou mais sentimentos; é algo que vem de dentro para fora do indivíduo. Portanto, algo que podemos oferecer e partilhar com os outros, é comunicação…

domingo, 9 de Dezembro de 2007

Animar Formando-Eco.natal

Rotunda:« O Presépio 2007»