sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Conferência
Conferencia a propósito dos 20 anos da "Convenção dos Direitos da Criança" adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas
16h00-17h00 – Lançamento da obra “Crianças Ocupadas” (de Maria José Araújo)
Comentários ao livro por João Teixeira Lopes
17h00-18h30 - Conferência: "Direito a falar... com o dedo no ar"
Maria José Araújo
João Teixeira Lopes
Local : Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Anfiteatro 1)Via Panorâmica, s/n, 4150-564 Porto http://www.letras.up.pt/
Organização: Instituto de Sociologia
quinta-feira, 5 de Março de 2009
Bom Trabalho para a F.C.T.
quarta-feira, 26 de Março de 2008
Que saudades, que eu já tinha da minha avózinha...
Excerto de uma entrevista a professores realizada por Stephen Stoer
Foi sem dúvida alguma, o que aconteceu ontem, dia 25 de Março de 2008,
( permita-me este desabafo Professora Maria José) na Sta Casa da Misericórdia de Vagos. Um grupo de alunos da EPADRV – Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos, participou num atelier dedicado à 3ª idade /Novas Tecnologias.
Três simples comentários que dariam muito para reflectir. O objectivo foi cumprido, os alunos envolveram-se de forma espantosa, uns mais tímidos que outros, no entanto todos fizeram animação. A EPADRV em tempo de pausa lectiva envolveu-se na comunidade.
Dina Ribau Teixeira
quinta-feira, 20 de Março de 2008
Animação competitiva… Ups, COOPERATIVA!
Deve existir uma razão pela qual os Animadores Socioculturais não se unem mais neste país. Na verdade, para que um trabalho de grupo seja levado a cabo com sucesso, há que colocar de parte a necessidade de “brilhar” individualmente, para que o grupo evolua naturalmente.
Isso não significa que o papel de cada elemento não seja diferenciado e que alguns não tenham que assumir, nalguns momentos, funções de destaque. Contudo, o fascínio pela libertação de carisma, não deve inibir o Animador de ser realista e de cooperar de forma solidária.
Mas como demonstrar isso a alunos quando os próprios professores não são capazes de fazer algo aparentemente tão simples para um profissional adulto. Nas escolas é raro encontrar-se cooperação entre as diversas disciplinas e os que a conseguem são depressa rotulados ou desprezados pelo restante corpo docente.
Recentemente, tive mais uma mostra da dificuldade de trabalhar em equipa, mesmo na área da Animação. Estive numa reunião de responsáveis pelos cursos profissionais de Animador Sociocultural e assisti a uma feira de vaidades, pouco construtiva para o debate em questão.
Resultado: pouco rendimento, mas muita “lábia”.
Enquanto cada um discutia o número de máquinas de costura que possuía ou o comprimento das armas de época que usara na última feira medieval, o assunto que nos levava a reunir ficava pendente.
Consequência: não se apresentam os problemas dos cursos, não se melhoram estratégias, não se contribui para uma formação mais ajustada dos jovens animadores.
Moral que deixamos aos nossos formandos: façam o que dizemos e não o que fazemos!
Dar provas de Animação
As Formações em Contexto de Trabalho e as Provas de Aptidão Profissional são duas das componentes mais relevantes na formação de Animadores Socioculturais de nível III.
Nestes momentos os alunos contactam activamente com instituições da comunidade escolar em que se inserem e colocam em prática os conhecimentos e competências adquiridos em contexto de sala de aula.
Em ambas as situações os jovens devem diagnosticar “necessidades”, propor soluções implementáveis e avaliar a acção, ou seja, devem aplicar a metodologia própria de um projecto de intervenção sociocultural de forma sistémica e integrada na realidade institucional seleccionada e adequada a um público-alvo específico.
Esta experiência tem vindo a demonstrar ser extremamente importante do ponto de vista dos valores quer pessoais, quer deontológicos dos estudantes, fazendo-os encarar definitivamente a Animação Sociocultural como uma metodologia de acção concretizável, que ultrapassa largamente fundamentos teóricos antropológicos, sociológicos e pedagógicos.
Por outro lado, a escola e a comunidade estreitam laços, há um maior reconhecimento da profissão do Animador e da sua formação técnico-profissionalizante.
É, também, neste trabalho de parceria e de rede que se baseia a Animação Sociocultural e esta é, indubitavelmente, mais uma das formas de sustentarmos o ensino e a formação nesta área.
Intercâmbios – momentos de animação e formação
Uma das estratégias que podem ser utilizadas para incentivar os jovens estudantes de
Animação Sociocultural a explorarem as diferenças culturais existentes e compreenderem a sua importância são os intercâmbios juvenis.
Os jovens devem ser envolvidos em todo o processo pois ao perceberem as dificuldades que surgem nesta organização, aplicam conhecimentos e competências do âmbito da sua formação académica e valorizam os resultados a um nível mais sustentado.
Aconselhamos a que durante a escolha do tema, do grupo de intercâmbio, do programa de actividades, a sua dinamização e avaliação final os jovens animadores devem constituir parte activa e responsável.
Terminamos agora a primeira fase do intercâmbio deste ano, intitulado a “Animação Sociocultural e a Cidadania” que envolve duas turmas de estudantes do curso profissional de Animador Sociocultural, um de Vila Nova de Gaia e outro de Mértola. Recentemente, o grupo de Gaia acolheu os visitantes alentejanos e durante quatro dias, divididos entre dinâmicas de grupo, visitas ao património local, actividades de reflexão e convívio livre, procurou mostrar algumas das suas características socioculturais e reflectir sobre o papel da educação para a cidadania e da importância da diferença na sociedade actual.
Espera-nos agora a visita a Mértola que será realizada em Maio. Os jovens estão entusiasmados para a continuação da actividade e têm trabalhado arduamente no sentido do seu sucesso. Vejamos o que lhes e nos reserva o futuro!
CENTA – espaço de animação e formação
Neste recanto de ruralidade, na Quinta da Tapada da Tojeira, em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, estes jovens podem contactar com projectos de educação artística e intervenção comunitária, na verdadeira acepção da palavra. O cenário é idílico, as condições técnicas invejáveis e o espaço funciona como uma residência artística e de formação.
Os jovens, para além de interagirem com técnicos de animação/educação artística e gestão cultural especializados, percebem, in loco, as consequências do êxodo rural e a importância do desenvolvimento local e da intervenção de um animador neste âmbito.
Entre ateliers e intervenções artísticas plásticas e performativas comunitárias é possível compreender porque é que, embora esta opinião seja no mínimo suspeita, ser animador é de facto a melhor profissão do mundo.
Envolvendo o jovem na aprendizagem da Animação
Quando falamos da formação de animadores socioculturais devemos falar também de cidadania activa e de participação comunitária. É por isso tão importante que nas escolas onde estes jovens são formados existam espaços para a sua participação na organização e dinamização de projectos e eventos socioculturais. É pelo exemplo, pelo incentivo à liderança e responsabilização, que estes animadores vivenciam e aprendem para a vida.
Alguns dos exemplos aparentemente mais regulares são as habituais comemorações e festividades de cada escola como o São Martinho ou o Natal. Os alunos devem ser incentivados a ultrapassarem a barreira de público-espectador de cada um destes momentos. Trata-se de promover uma aprendizagem activa, participativa, cooperativa e construtiva.
Quando os jovens são envolvidos nesta dinamização compreendem, na prática, o quanto envolve a gestão de “pequenos” projectos, levados a cabo com parcos recursos e perante a crítica feroz de jovens, público muitíssimo difícil de agradar.
Têm sido nestas experiências anuais que muitos dos nossos alunos e jovens animadores se têm estreado e percebido, junto dos seus pares, que as dinâmicas socioculturais são da responsabilidade de todos nós e que um futuro animador também é responsável pela qualidade da sua formação.
segunda-feira, 17 de Março de 2008
Brockwood- park, Uma escola diferente
At Brockwood Park School we are committed to educating young people to meet life as a whole. Academic excellence is absolutely necessary, but equal importance is given to an ongoing inquiry into the way we live our daily lives. Many of the difficulties in today's world are the outcome of attitudes and beliefs that education for our times needs to examine.
In the secure and friendly surroundings of Brockwood Park, students are encouraged to reflect on their own thoughts, feelings and actions and on those of others. Brockwood offers a setting where students and staff can learn to live and work together harmoniously and intelligently. This process is liberating, for with growth in awareness and understanding of our behaviour, we can discover the immense potential of life and our possibility of living it to the full."
in
http://www.brockwood.org.uk/
http://www.brockwood.org.uk/translations/leaflet_portuguese.pdf
segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Especialização em Animação e Mediação Cultural
Campo de análise: Escola Secundária de Barcelos
Projecto de intervenção: “Uma Escola, um Leitura, uma Animação”
Enquadramento teórico:
a) Os cursos profissionais nas Escolas Secundárias
b) O papel da Animação Sociocultural na Educação
“A Animação Sociocultural, na sua relação com o sistema educativo, tenderá a promover os princípios da democracia social e política, reduzindo as desigualdades de mérito escolar, aprofundando os espaços de liberdade e formando para a cidadania, constituindo, assim, uma educação para o Desenvolvimento” (J. T. Lopes, 1993:77).
Este projecto tem como população alvo os estudantes do Curso Profissional de Animação Sociocultural.
A selecção deste contexto educativo não foi arbitrária, antes derivou da consideração dos percursos actuais da educação, e a escolha desta escola deveu-se ao facto de eu leccionar e direccionar o respectivo curso.
Este trabalho pretende fomentar a divulgação da Escola, a reabilitação da Biblioteca Escolar, a partir das actividades de animação que poderão ser desenvolvidas pelos alunos deste curso.
domingo, 27 de Janeiro de 2008
A Animação está em todo o lado
Iniciativas como esta servem para transformar a época natalícia num momento de criatividade e simbolismo que muitas vezes é renegado para segundo plano. É pena que o Natal não se prolongue por mais tempo!
quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Festa de Natal no Centro Social de Soutelo

A peça, intitulada “Os sapatos de Clara”, trata uma família “simples em véspera de Natal”. As personagens principais, a avó e a neta, conversam ao longo da peça, sobre as recordações da sua vida e do seu romance com o falecido marido. Assim são retratadas as festas e os bailes que caracterizaram os anos 20, bem como todo o processo de emancipação da mulher. A peça incluía declamação de três poemas e duas danças, um tango e um charleston. No final da peça uma das formandas, vestida de pai Natal entregou lembranças feitas por todas as formandas aos idosos que os receberam com muita entusiasmo e satisfação. Poesia, dança e teatro numa tentativa de alegrar o Natal dos mais velhos.
Testemunhos:
“ Foi fixe, nunca tinha feito uma peça de teatro…Dancei o tango, o charleston e participei na manifestação das sufragistas. Com esta peça aprendi a não ter vergonha, aprendi a dançar, e aprendi sobre a história da revolução das mulheres. Podia repetir.” (Joana Pinto)
“ Foi diferente porque nunca tinha participado numa peça de teatro. Gostei de fazer tudo: a dança, a manifestação e de pai Natal. Achei mais difícil a dança, mas ultrapassei as dificuldades, pois no dia não me enganei.” (Mónica Azevedo)
“ Foi a primeira vez que fiz uma peça de teatro. Acho que a maior dificuldade que tive foi estar em frente a toda a gente e fazer o papel de revoltada, como as mulheres se sentiam antigamente e ter de pôr para o lado a timidez. O que achei mais engraçado foi as roupas, uma vez que nós elaboramos algumas das roupas.” (Neuza Moreira)
“ Foi a primeira vez que fiz teatro, gostei e voltava a repetir. Achei mais difícil a interpretação do poema mas com a ajuda da formadora e das formandas atingi o objectivo pretendido. Gostei da dança e de declamar Fernando Pessoa.” (Cristina Santos)
“ Foi muito divertido, gostei! No início foi difícil decorar o texto e interpretar o papel de mãe, por vezes agressiva, o que não tem nada a ver comigo. Voltaria a repetir a experiência.” (Cátia Moreira) '
terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
Relatório da OCDE
E isto, o M.E. não manda publicar... Nós divulgamos aqui e passamos ao maior número de pessoas possível, para que se divulgue e publique a verdade.
segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
Já foi, mas aqui fica o testemunho: Confissões de Adolescente

segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
"Se esta escola fosse minha"
- mudificava a hora do começo das aulas de manhã.
- os balneários exteriores eram renovados.
- fazia uma piscina interior.
Apesar destas alterações gosto da minha escola e fiz bem em mudar para lá."
(Aluna do 7º ano)
9. "...em 1º lugar melhorava a alimentação da cantina e do bar, depois melhorava a segurança da escola contratando mais funcionários. Quanto à forma da higiene melhorava todas as casas de banho, bebedouros e balneários, mas no entanto melhorava as nossas salas de aula, metia quadros eletrónicos e melhorava o ginásio, campos de futebol e basket. Também melhorava a biblioteca e o Museu da Ciência. Mudava tudo isto só porque me sinto mal au ver uma escola tão grande com uma biblioteca e um museu tão incompleto. já vi melhores"
(aluno do 10º ano)
sábado, 5 de Janeiro de 2008
Animação Sócio-educativa - "Cantar os Reis"
É neste contexto que os Animadores, que diariamente foram os futuros técnicos, intervêm. É importante proporcionar aos nossos alunos uma prática profissional ajustada a uma pedagogia de participação social.
Neste sentido nada melhor que aproveitar a época dos reis para sair do contexto sala de aula para levar um pouco de animo e alegria a espaços orpimidos por sofrimento, fruto da diferença. É por isso que faço questão de no próximo dia 7 de Janeiro "Cantar os Reis" aos que mais precisam...
sábado, 29 de Dezembro de 2007
Congresso Internacional de Animação Sociocultural
Consultei na página da APDASC o programa provisório e, embora tenha poucos painéis que abordem este tema directamente, poderá ser interessante.
Mais uma vez, a questão do estatuto estará em discussão, da qual todos esperamos que saiam conclusões.
Na minha opinião pessoal, os congressos de Animação em Portugal têm empolado, sempre, muitas das nossas expectativas e demonstrado poucos resultados práticos.
Parece-me que os mesmos discursos são feitos, pelas mesmas pessoas.
É impossível que, volvidos alguns anos desde o último congresso organizado pela ANASC, não existam novos teóricos e pensadores da Animação Sociocultural.
Encontramo-nos lá, para reflectir sobre tudo isto.
terça-feira, 25 de Dezembro de 2007
BREVE REFERÊNCIA HISTÓRICA DA ANIMAÇÃO EM PORTUGAL
Cronologicamente demarcada por estados de mudanças, nomeadamente a nível político, apenas se institucionaliza no nosso país com o 25 de Abril, altura em que se inicia na história da ASC, uma série de fases de desenvolvimento da comunidade em Portugal.
Com o 25 de Abril e entre os anos de 1974/1976, assistimos à fase revolucionária da ASC. Os governos provisórios (seis) neste período histórico em Portugal, juntamente com o Movimento das Forças Armadas, assumiram a ASC como um método eficaz de intervenção comunitária. Nessa altura, existiram verdadeiras práticas de Animação e mobilização de massas, no sentido de envolver a comunidade na resolução de determinadas lacuna e carências que se faziam sentir a nível cultural, social, da educação, habitação, económico e da saúde. Foram feitas diversas campanhas de dinamização cultural e criou-se a Comissão Interministerial para a Animação Sociocultural (CIASC), considerada como um exemplo de referência.
Entre os anos de 1977/1980, a ASC atravessa a segunda fase, denominada por fase Constitucionalista da Animação. Neste período toda a acção da ASC passou a ser dirigida pelas instituições, constituindo-se assim, o centro da intervenção. Na década de 80, a Animação caracteriza-se pelo abandono gradual desse centralismo institucional, sendo o Estado promotor da ASC e da formação de Animadores, numa perspectiva controladora.
A fase Patrimonialista emergiu entre 1981 e 1985, e caracteriza-se pela importância de uma intervenção, especificamente centrada na preservação e recuperação do património cultural.
Entre os anos de 1986/90, a ASC foi afectada por inúmeras indefinições do Estado, no que respeita ao seu reconhecimento oficial, questionando-se até, a relevância social da Animação. Como consequência a estas interrogações, a ASC deixou de ser apoiada pelo governo central, passando a ser assumida pelo poder local.
De 1991 a 1995, surge a fase Multicultural e Intercultural, com a intenção de valorizar a acção educadora do multiculturalismo, afim de um reconhecimento no espaço educativo formal. Assim, surgiram grandes apostas ao nível da formação de animadores, tanto nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa – PALOP, como no âmbito nacional com o aparecimento de Cursos Técnico – profissionais na área da Animação. A ASC era então considerada como um reforço de desenvolvimento local e dinamização intercultural, impulsionadora de projectos culturais e para a juventude.
A partir de 1996, a ASC caracteriza-se pela fase da Globalização e é assumida como meio de dinamização e como espaço de valorização social e pessoal. É também nesta fase que a ASC reforça a sua ligação ao desenvolvimento local, sendo reconhecida social e institucionalmente.
Baseado no livro “Animação Sociocultural em Portugal” de Marcelino de Sousa Lopes, 2006.
EDUCAÇÃO PELA ARTE
As Técnicas de Animação de Grupos e as Expressões Artísticas, permitem desenvolver acções segundo as quais o grupo se (des) envolve emocionalmente em relações de confiança e tolerância, diminuindo eventuais situações de agressividade e conflito grupal, promovendo a comunicação.
A Expressão Artística é a manifestação de um ou mais sentimentos; é algo que vem de dentro para fora do indivíduo. Portanto, algo que podemos oferecer e partilhar com os outros, é comunicação…
